sexta-feira, 21 de abril de 2006

Aula de Dança Grega



HASAPIKOS - Raleigh International Folkdancers

Yassou, file moi!!! (Olá, caros amigos!)

Hoje na Escola de Tagrélia tivemos aula de Dança Grega... como podem ver e ouvir!!! E com o Professor Apoliniopoulos, que é um gatão!!! Até fiquei tonta... com tanta reviravolta, suas mentes perversas!... Estou que não me tenho de pé... Por isso já disse ao servo Batrákius que apagasse as lamparinas de azeite e me armasse o mosquiteiro, que eu já devia era estar em vale de lençóis!

Kalinixta e Fillis! (Boa noite e Beijos)

quinta-feira, 20 de abril de 2006

O Acto de Criação

O ACTO DE CRIAÇÃO É DE NATUREZA OBSCURA.
NELE É IMPOSSÍVEL DESTRINÇAR O QUE É DA RAZÃO E O QUE DO INSTINTO, O QUE É DO MUNDO E O QUE É DA TERRA.
(Eugénio de Andrade in "O Sacrifício de Ifigénia")

quarta-feira, 19 de abril de 2006

Notícias frescas de Mileto

Mileto, 19 Aprilius, 450 a.C.
O meu retrato pintado pela minha Mestra Tagrélia

Kalispera, Amigos de 2006 d.C.!!!

Escrevo-vos desde Mileto, capital da Jónia, onde tenho estado a passar uns dias. Fiquei sem ler os vossos papiros, pois o meu mensageiro núbio Batrákius fez greve, queixando-se dos poucos dracmas que eu esforçadamente lhe pago, e teve a audácia de exigir um aumento!!! Hoje em dia não se pode a gente fiar na criadagem…

Assim, tenho aproveitado o tempo a reler e catalogar a poesia de meu Pai, "Axioco", de 91 anos… e felizmente com mais saúde e menos preguiça do que eu! Ele é versado em muitas Artes, sendo a principal o
Problema de Xadrez, sobre o qual escreveu um Cartapácio.

Também tenho frequentado a Escola de Tagrélia, minha Mestra em Matemática, Filosofia, Política, Culinária, Caligrafia, Contabilidade, Estética, Poesia, Escultura, Pintura, Artes, Canto, Dança, Desporto, Fisioculturismo, Oratória, Declamação e… calculem… Artes Amatórias!!! Uma mulher, hoje em dia, além de já o ser... ainda se vê Grega... com o que tem de saber para enamorar, de corpo e alma, um Cidadão Ateniense!

Mas a Disciplina que agora mais me tem ocupado é a Música… pois a Tagrélia está a ensinar-me a construir uma…
Flauta de Pã!

De modo que em breve vou pôr as vossas missivas e do nosso Mestre Philosophus Murcon, o Sibarita ;))))), em dia. Agora vou é dormir uma sesta debaixo da romãzeira!

Ósculos para todos vós da
Aspásia de Mileto

segunda-feira, 17 de abril de 2006

Poema de meu Pai, Axioco de Mileto


Meu Pai, "Axioco de Mileto"

Como ainda estamos na quadra pascal, aqui deixo um soneto de meu Pai, "Axioco de Mileto" (pai de Aspásia), hoje com 91 anos, e que com ele concorreu - faz hoje 65 anos! - aos Jogos Florais da Primavera realizados em Setúbal, em 18 de Abril de 1941, organizados pela Associação dos Antigos Alunos da Escola Industrial e Comercial “João Vaz”, tendo obtido o 1º Prémio em soneto clássico.
Apesar de ser ateu, ele lá versejou de modo a fazer inveja a muito crente!!! (desculpem a imodéstia da filha babada…).


Redenção

A Treva cai na Terra e vem impôr
pesado luto à turba que emudece.
No Gólgota, escalvado, a Cruz parece
a trágica visão da própria dor.

Crucificado, exangue, o Redentor,
de espinhos coroado, a Vida oferece,
em Santo Sacrifício, que trouxesse
a salvação ao Mundo pecador.

Debalde, ó lei humana, condenaste
Aquele que pregou a Lei dos Céus
e com ferro assassino O trespassaste!

Jesus rasgou da Morte os negros véus
e vencendo a mentira que afirmaste,
deu a Verdade ao Mundo: a Fé em Deus!

R. C. Nascimento, 1941

sábado, 15 de abril de 2006

Estive a arrumar o jardim... para vos poder desejar...

!!!!!!!!!!!!!!!!
...e pedir desculpa pela desarrumação que encontraram os que vieram ao Jardim, nomeadamente o Odisseus! É que estive tão entretida na construção d´ A Flauta de Pã, que deixei cair alguns bocados aqui no quintal! O Péricles já me fez cara feia e já me disse que não me leva a Cartago nas mini-férias... mas já sacrifiquei um ovo de chocolate gigante a Afrodite a ver se ainda o amanso a tempo!!!
Beijinhos amendoados para todos!!!
P.S. - Odisseus, desculpa teres encontrado o Jardim ontem naquele desmazelo; e vou tentar copiar o teu comentário para este novo papiro!...

segunda-feira, 10 de abril de 2006

Poema da Desarrumação

Passo o tempo a fazer "versos"
e quadras de pé-quebrado...
no chão há papéis dispersos,
está tudo desarrumado.

Esta casa é um virote
de papelada e poeira...
mas eu só penso no mote
para nova versalheira.

Amigos, não vos convido
para virem cá a casa...
isto está tudo obstruído,
parece a faixa de Gaza.

No dia em que, finalmente,
me deixar de poesias,
prometo, solenemente,
tornar-me mulher-a-dias!!!
Aspásia 98
Imagem retirada da Net

sábado, 8 de abril de 2006

O Amor e a Amizade


O Amor pergunta à Amizade:
"Mas para que é que tu serves?"
E a Amizade responde:
"Sirvo para limpar as lágrimas que tu deixas cair!"

Bom fim de semana... e aproveitem para gozar bem os vossos amores e amizades! :)

segunda-feira, 3 de abril de 2006

E continua a faltar...

Quando eu nasci, as frases que haviam de salvar a Humanidade já estavam todas escritas. Só faltava uma coisa: salvar a Humanidade.

Almada Negreiros

quinta-feira, 23 de março de 2006

Take this Waltz


Em Viena há dez mulheres belas.
Há um ombro onde a Morte vem chorar.
Há um átrio com novecentas janelas.
Há uma árvore onde morrem as pombas,
quando já não conseguem voar…

Há um pedaço arrancado à manhã
suspenso na Galeria Gelada…
Ay… ay ay ay
Aceita esta valsa, esta valsa, esta valsa,
apesar da boca amordaçada.

Ah, eu quero, quero, quero ver-te
numa cadeira, lendo um jornal sem cor…
Numa gruta na ponta de um lírio,
num atalho onde não foi o amor…

Numa cama onde a Lua suou,
num grito de areia e pegadas…
Ay… ay ay ay
Aceita esta valsa, esta valsa, esta valsa,
cinge-a pela cintura quebrada…

Esta valsa, esta valsa, esta valsa, esta valsa,
com o seu hálito de brandy e Morte,
arrastando a cauda no mar…

Há uma sala de concerto em Viena,
onde a tua boca mil vezes cantou…
Há um bar onde os jovens se calam
porque o blues à Morte os condenou…

Ah, mas quem ousa escalar o teu retrato
com a coroa de lágrimas que acabou de tecer?
Ay… ay ay ay
Aceita esta valsa, esta valsa, esta valsa,
há tantos anos que ela anda a morrer…

Há um sótão onde brincam as crianças,
breve lá nos amaremos, tem de ser…
num sonho emoldurado por lanternas húngaras,
na neblina doce de um entardecer…

E verei que à tua tristeza acorrentaste
o teu rebanho e os teus lírios de neve…
Ay… ay ay ay
Aceita esta valsa, esta valsa, esta valsa,
com um “não te esquecerei, sabes?”, breve.

E dançarei contigo em Viena
e hei-de ir disfarçado de rio,
um jacinto selvagem no ombro,
e minha boca, lenta, bebendo
nas tuas coxas o orvalho frio.

E sepultarei a alma num velho livro
entre o musgo, lembras-te?, e as fotografias…
e à cheia da tua beleza lançarei
o meu violino barato e a cruz
onde me crucifico todos os dias…

E dançando haverás de levar-me
aos lagos que te brotam dos pulsos…
Meu amor, meu amor,
aceita esta valsa, esta valsa, esta valsa…
É tua agora. E é tudo.

[ Tradução livre de "Take this Waltz" de Leonard Cohen ]

L.N.95

quarta-feira, 22 de março de 2006

Enigma da Árvore


Na árvore que, agrilhoada à Terra,
altiva e temerária sonha erguer-se aos Céus,
qual a força, a chama, que afinal se encerra?
Será a Natureza? Será Deus??
L.N. 96

sexta-feira, 10 de março de 2006

É assim que vivem os Homens


É tudo uma questão de cenário
muda-se de cama e muda-se de corpo.
Será que vale a pena pois, afinal,
sou eu sempre que a mim próprio me traio.
Eu, que me arrasto e me disperso,
e a minha sombra que se despe
entre os braços sempre iguais dos homens
onde acreditei encontrar um berço.

Coração ligeiro, coração volúvel, coração pesado,
pois é muito curto o tempo de sonhar.
Que será preciso fazer destes meus dias
Que será preciso fazer das minhas noites…
Eu não tinha amor nem morada,
lugar nenhum onde viver ou morrer,
era eu que passava como um rumor,
e adormecia no ruído da madrugada.

Era um tempo sem qualquer razão,
os mortos estavam sentados à mesa
e fazíamos castelos de areia,
imaginando que os lobos eram cães.
Todos mudavam de ideias e de ombro.
A peça seria estranha ou não,
mas se eu não ia bem no papel,
era por falta de compreensão.

E é assim que vivem os homens
e os seus beijos seguem-nos de longe.

Era no bairro de Hohenzollern
entre o Sarre e a caserna
e como as flores da luzerna,
desabrochavam os seios de Lola.
Ela tinha corpo de andorinha
deitava-se no sofá do bordel
e eu ia deitar-me ao lado dela
ouvindo o soluçar da pianola.

O céu acinzentava-se de nuvens
e passavam bandos de gansos selvagens
anunciando a morte à passagem,
por cima das casas do cais,
de onde eu, pela janela, os via.
E o seu canto triste o meu ser invadia
e julgava eu nele reconhecer
um velho poema de Rainer (*).

E é assim que vivem os homens
e os seus beijos seguem-nos de longe.

Ela era morena e de pele branca,
os seus cabelos caíam sobre a anca,
e quer fosse Domingo ou de semana
a todos ela abria os braços nus.
Ela tinha olhos de faiança
e trabalhava com confiança
para um artilheiro de Maience
que nunca mais regressaria a França.

Havia outros soldados na cidade
e à noite também subiam os civis.
- Retoca o rimmel das pestanas, Lola,
que em breve também irás partir.
Só mais um copo de licor
e foi em Abril, de madrugada,
pelas cinco horas, que em teu peito
um dragão enterrou a sua espada.

E é assim que vivem os homens
e os seus beijos seguem-nos de longe.

* * *

(*) Rainer Maria Rilke

Tradução livre da adaptação de Léo Ferré do poema de Louis Aragon “C´est ainsi que les hommes vivent”.

quinta-feira, 9 de março de 2006

Ainda a Mulher


PALABRAS DE LA SATIRESA

Un día oí una risa bajo la fronda espesa,
vi frotar de lo verde dos manzanas lozanas;
erectos senos eran las lozanas manzanas
del busto que bruñía de sol la Satiresa:

Era una Satiresa de mis fiestas paganas,
que hace brotar clavel o rosa cuando besa;
y furiosa y riente y que abrasa y que mesa,
con los labios manchados por las moras tempranas.

"Tú que fuiste -me dijo- un antiguo argonauta,
alma que el sol sonrosa y que la mar zafira,
sabe que está el secreto de todo ritmo y pausa
en unir carne y alma a la esfera que gira,
y amando a Pan y Apolo en la lira y la flauta,
ser en la flauta Pan, como Apolo en la lira".
* * *
Ruben Darío (Nicarágua)

quarta-feira, 8 de março de 2006

Mulher

Mulher é vasto conceito,
mas direi, num improviso:
é nada… quando dá jeito;
faz tudo… quando é preciso.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2006

Neste Carnaval, mascaro-me de Princesa Medieval Feminista...

* * *
Então, como estamos no Carnaval, cá estou ataviada com o meu fatinho de Princesa Feminista… não fujam… vou cantar-vos uma já muito antiga

Pequena Trova Medieval Feminista

Sou guerreira apaixonada,
Joana d´Arc doutras guerras,
de Amor é minha cruzada,
para mim é tudo ou nada,
quebrarei escudo e espada
por ter esse coração
que no castelo do peito
com tanto cuidado encerras.

És príncipe de olhos negros
recortados em veludo...
enredar-te em meus enredos,
partilhar os teus segredos,
para mim é nada ou tudo,
e é por causa dos teus medos
que te engano, que te iludo...

Vamos inverter a História,
pôr futuro no passado:
para mim a fama e glória,
serei a conquistadora,
serás tu o conquistado,
serei eu tua senhora,
tu meu escravo alforriado,
meus desejos, sem demora
atender, será teu fado...
- mas do fogo dos meus beijos
também ficarás marcado...

Princesas presas em torres
era o tema mais comum...
Hoje invertem-se os valores,
cavaleiros e senhores
de valor, não há nenhum...
com medo de sofrer dores,
paixões cegas, desamores,
de mulher apaixonada
fogem todos, um a um...
* * *
L.N. 98

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2006

150º Aniversário da Morte de Heinrich Heine (Alemanha, 1797-1856)

* * *
As Velhas Canções Ruins

As velhas canções ruins,
e os maus sonhos sem razão,
vamos agora enterrá-los.
Trazei-me um grande caixão.

Muita coisa que eu não digo,
lá dentro há-de ter albergue,
deve o caixão ser maior
do que o tonel de Heidelberg.

Procurai-me um ataúde
de madeira, que não rompe,
que ele seja mais comprido
que, de Mogúncia, é a ponte.

Trazei-me doze gigantes
que pesados fardos movam,
maiores que, na catedral
de Colónia, é São Cristóvão.

No caixão devem pegar,
deitá-lo ao mar, na fundura,
pois, que a tão grande caixão,
cabe grande sepultura.

Sabeis vós, porque assim quero
caixão tão vasto e potente?
Para deitar meu amor
e a minha dor, juntamente.


In "Livro de Canções" - Tradução de A. Herculano de Carvalho

domingo, 19 de fevereiro de 2006

Poema Só Para Alguns


Ó Homem, ser insensato!
Correm séculos… e tu
pouco cresceste do Nada.
Daninho, vaidoso e cru,
o corpo pões tu a nu,
− mas fica a alma tapada…

Vamos lá ver se consegues
sair desta vil tristeza…
E se entendes, se percebes,
que à luz da cósmica lei,
tu não és Deus nem és Rei…
− és apenas Natureza.
***
L.N. 96

Poema Escrito em Vão


ESTE POEMA É ESCRITO EM VÃO.
NÃO TRANSMITE TESE,
NÃO FAZ EXEGESE,
NÃO DÁ CATEQUESE,
NÃO DIZ SIM NEM NÃO.

ESTE POEMA É ESCRITO EM VÃO.
NÃO QUER SER SINCERO,
NÃO TRAZ DESESPERO,
FOI FRUTO DO MERO
VAGUEAR DA MÃO.

ESTE POEMA É ESCRITO EM VÃO.
NÃO É VERDADEIRO,
NÃO É CORPO INTEIRO,
SAIU DO TINTEIRO
SEM QUALQUER RAZÃO.

ESTE POEMA É ESCRITO EM VÃO.
NÃO PRETENDE OBTER
DAQUELE QUE O LER,
APLAUSO, OU SEQUER
LEVE APROVAÇÃO.

ESTE POEMA É ESCRITO EM VÃO.
NÃO SENTE CALOR,
NÃO GRITA DE DOR,
NÃO MORRE DE AMOR,
NÃO VIVE EM PAIXÃO.

ESTE POEMA É ESCRITO EM VÃO.
NUNCA TEVE NORTE,
NEM AZAR, NEM SORTE…
E VAI PARA A MORTE
SEM PEDIR PERDÃO.
***
L.N. 98

terça-feira, 14 de fevereiro de 2006

Aspásia engalanou-se para o S. Valentim...

***
Kalispera, caros amigos do Séc. XXI!
Como podem ver, já enverguei as minhas melhores galas para receber o meu bem amado Péricles, quando chegar do serão que tem hoje no Senado, por mor de uma porfia entre Demócrito e Leucipo. Diz-se que é por causa de uns tais de átomos, que dizem in(di)visíveis... ora o que eles inventam para estarem o menos tempo possível connosco, as suas queridas que tudo fazemos para lhes agradar...
Bem, desejo a todos um bom S. Valentim e hoje, serões, só são permitidos dentro das domus...
Beijos e philos para todos.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2006

Aceitam-se Encomendas para o S. Valentim

Caros amigos, se pretenderem presentear os vossos mais-que-tudos com uma quadra romântica, ou mesmo de outro cariz, é só lerem este anúncio e colocarem a vossa encomenda nos comentários, indicando o nome ou nick do destinatário. Como estou em campanha especial de S. Valentim, não cobrarei quaisquer emolumentos. Beijinhos e boa sorte...

* * *

*** A N Ú N C I O ***

Se quiseres dedicar
uma estrofe à namorada,
se quiseres (en)levar
a sogra, o primo, a criada…
não tens mais que encomendar:
sou poetisa encartada,
versifico qualquer tema,
faço trova, ode ou poema,
rimo por tudo e por nada.

Faço versos a granel,
ao litro, ao metro, ao quilate,
ternos bolinhos de mel,
bravos galos de combate…
Numa folha de papel,
escrevo tese ou disparate,
em letrinhas de hidromel,
de cicuta ou erva-mate…

Peço a Lili p´ró Manel,
trato divórcio ou engate,
do velho faço donzel,
fel transformo em chocolate…
Da choupana faço hotel;
do albardeiro, alfaiate;
o tolo armo em bacharel,
o recruta em coronel,
e ao Rei… dou xeque-mate.

(Tenho encomendas a rodos,
não posso fazer mais nada…
Poetas querem ser todos
que é casta mui ilustrada…
E lá lhes mostro bons modos,
vou aumentando a mesada,
à custa destes engodos
de "poesia alugada"…)

Amigo, amiga, não esperes,
deixa o teu nome e morada,
irei ter onde estiveres,
com a caneta afiada…
Se dinheiro não tiveres,
aceito a alma empenhada,
se os versos não entenderes,
faço versão ilustrada…
Ponho em verso o que quiseres,
cativo homens e mulheres,
arranjo empregos, mesteres,…
e não pagas quase nada!...

(L.N. 98)

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2006

Rosa de Duas Cores

Como admirar nos havemos
de ser esta humana Vida
tão diversa em seus favores,
tão repleta de incerteza,
tão vária, tão dividida...
Se, na própria Natureza,
a rosa tem duas cores?
***
(L.N. 1995)