terça-feira, 26 de junho de 2007

POEMA ESCRITO
EM VÃO



ESTE POEMA É ESCRITO EM VÃO.
NÃO TRANSMITE TESE,
NÃO FAZ EXEGESE,
NÃO DÁ CATEQUESE,
NÃO DIZ SIM NEM NÃO.

ESTE POEMA É ESCRITO EM VÃO.
NÃO QUER SER SINCERO,
NÃO TRAZ DESESPERO,
FOI FRUTO DO MERO
VAGUEAR DA MÃO.

ESTE POEMA É ESCRITO EM VÃO.
NÃO É VERDADEIRO,
NÃO É CORPO INTEIRO,
SAIU DO TINTEIRO
SEM QUALQUER RAZÃO.

ESTE POEMA É ESCRITO EM VÃO.
NÃO PRETENDE OBTER
DAQUELE QUE O LER,
APLAUSO, OU SEQUER
LEVE APROVAÇÃO.

ESTE POEMA É ESCRITO EM VÃO.
NÃO SENTE CALOR,
NÃO GRITA DE DOR,
NÃO MORRE DE AMOR,
NÃO VIVE EM PAIXÃO.

ESTE POEMA É ESCRITO EM VÃO.
NUNCA TEVE NORTE,
NEM AZAR, NEM SORTE…
E VAI PARA A MORTE
SEM PEDIR PERDÃO.

***
Aspásia 98

sábado, 23 de junho de 2007

NO QUINTAL DO MEU PAI, E APESAR DE JÁ ESTARMOS NO SÃO JOÃO...

LISBOA EM FESTA HÁ 40 ANOS

quinta-feira, 21 de junho de 2007

A BATATA ENTRETANTO ARREFECEU...


... MESMO APESAR DO INÍCIO DO VERÃO, AMIGA GASOLINA ! MAS SÓ HOJE ME É POSSÍVEL RESPONDER AO TEU REPTO (NÃO CONFUNDIR COM RÉPTIL, NATURALMENTE ;))... LITERÁRIO.

HOJE EM DIA, COMO MUITOS JÁ SABEM, OU CALCULAM, UM LIVRO É PARA MIM QUASE UM E.T. ... DE FACTO, A LEITURA DE UM LIVRO QUALQUER TEXTO ESCRITO EM PAPEL, É-ME NEFASTA DEVIDO AO PROBLEMA INFLAMATÓRIO DA SUPERFÍCIE OCULAR QUE ME SURGIU HÁ 12 ANOS. ASSIM, AINDA É NO PC, ONDE O TIPO DE LETRA SE PODE AUMENTAR E POSSO ESCOLHER A COR DE FUNDO, POR EXEMPLO, QUE O ESFORÇO VISUAL SE MINIMIZA.

DESTE MODO, NÃO TENHO HOJE O QUE SE CHAMA VULGARMENTE DE LIVROS DE CABECEIRA OU EQUIVALENTES...

ASSIM, VOU REFERIR APENAS OS 5 QUE CONSIDERO QUE MAIS ME MARCARAM ATÉ HOJE.

1 - Os Maias - Eça de Queiroz

2 - Memorial do Convento - José Saramago

3 - O Prémio - Irving Wallace

4 - O Elogio da Loucura - Erasmo de Roterdão

5 - Utopia - Tomás Moro

domingo, 17 de junho de 2007

Rosa de Duas Cores


Como admirar nos havemos
de ser esta humana Vida
tão diversa em seus favores,
tão repleta de incerteza,
tão vária, tão dividida...
Se, na própria Natureza,
a rosa tem duas cores?

***
Aspásia 95

(Poema já publicado neste Jardim, em 1 Fev. 2006.
Foto oferecida pela Helena P. L.,
minha antiga colega na Telepac,
e que a havia obtido no jardim de sua Avó.)

segunda-feira, 11 de junho de 2007

TESTAMENTO

(Em especial para os mais recentes amigos/as, republico este Post. O poema foi escrito em 1998.)



Quis tanto que fosses meu,
quis ter-te de corpo e alma,
mas todo esse querer morreu,
e agora, que morro eu,
tudo te deixo em herança,
toda a fúria e toda a calma,
toda a dor e toda a esperança...
sim, tudo o que é meu é teu.

Toda a troça, todo o credo,
todo o mel deste segredo,
todo o fel deste degredo,
todo o Inferno, todo o Céu.
Toda Vénus, todo Marte,
toda a Ciência e toda a Arte,
toda a luz e todo o breu...
sim, tudo o que é meu é teu.

As canções, as gargalhadas,
as tropelias, as farsas,
o teatro e as mascaradas,
os vilões e as desgraçadas,
as ceifas, as desfolhadas,
os fados e as desgarradas,
os elefantes e as garças,
as madressilvas e as sarças,
as noites e as madrugadas...

Explosões de supernovas,
folhas caídas no chão,
cantigas, odes e trovas,
hinos de libertação,
alegrias e más novas,
grandes e pequenas provas
em tempos de provação,
sim, tudo o que é meu é teu
que eu já nada quero, não.

Beethoven, Mozart, Chopin,
Vivaldi, Brahms, Débussy,
Fauré, Falla e Albeniz,
Verdi, Lizst e Couperin,
Mahler, Rossini, Berlioz,
Tschaikovsky, Schubert, Ravel,
Gershwin, Bernstein e Gardel,
valsas tristes, sinfonias,
rapsódias, polcas e tangos,
salmos, missas, litanias,
quartetos, polifonias,
nocturnos e fantasias,
sambas, batuques, fandangos,
sons e luzes da ribalta
teus dias inundarão,
que aos meus já não fazem falta,
eu já não sinto emoção.

Vicente, Camões, Pessoa,
Camilo, Eça, Aquilino,
Torga e António Vieira,
Régio, Florbela e o Sadino,
Cesário, Eugénio de Andrade,
Vergílio e Saramago...
Rostand, Verlaine, Rimbaud,
Voltaire e Victor Hugo,
Schweitzer, Saint-Exupéry,
Teresa de Calcutá,
Pierre e Maria Curie,
Pasteur, Abel Salazar,
e Agostinho da Silva,
(homem de filosofar),
Galileu, Newton, Einstein,
Stephen Hawking, Carl Sagan,
Freud e Pierre Coubertin,
Dali, Picasso, Gaudí,
Miguel Ângelo e El Greco,
Da Vinci e Umberto Eco,
William Shakespeare, Oscar Wilde,
Cervantes e Rosalía
e Federico García,
Neruda e Jorge Amado...
Visconti, Disney, Charlot,
Bergman, Tati e Truffaut,
e mais outros que à lembrança
me ficaram por chegar,
todos te deixo em herança,
todos te quero legar.

Trovas, odes, salmos, cantos,
sagas de cavalaria,
crónicas, sonetos, prantos,
romances em poesia...
Quadros de uma exposição,
cores quentes, cores frias,
pedra afeiçoada à mão
durante mais de mil dias...
Mas de toda a condição
e toda a variedade
de artes e sabedorias,
maior é um coração
que, apesar da adversidade,
dá amor todos os dias.

Correrias de crianças,
gemidos de moribundos,
tempestades e bonanças,
batalhas e alianças,
átomos, homens e mundos.
Dez lágrimas de vestal,
cem notas de partitura,
mil pedras de catedral,
dez mil sedes de água pura,
todo o mal e toda a cura
e um coração de cristal.

Toadas de carrilhão,
caravelas afundadas,
esmolas na palma da mão,
prostitutas maquilhadas,
a navalha do ladrão,
uma cama de cartão,
quase-tudos, quase-nadas.
Chuvas quentes, tropicais,
neves, granizos, geadas,
desertos e pantanais,
demónios, espectros e fadas.
A cor nos olhos do cego,
a voz na boca do mudo,
sorrisos por quase nada,
lágrimas por quase tudo.

Lábios frescos de morangos,
corpos nus em bacanais,
luxúrias, gulas, orgias,
sete pecados mortais,
maus-olhados, bruxarias,
paraísos infernais,
purgatórios, agonias,
vielas e mourarias,
becos tristes, irreais,
onde os dias não são dias,
nunca se dorme ou descansa
e o espectro da Morte dança,
fixando órbitas vazias
nos olhos de uma criança,
tudo te deixo em herança,
incluindo as mais-valias.

Estilhaços de encantamento
perdidos na confusão
dos dias de sofrimento,
das horas de maldição...
Retalhos de um sentimento
que escorre do coração,
que é sangue e grito e lamento,
mas faz bela a solidão...
Centelhas de desespero
e auto-destruição
por ver que um amor sincero
morre sem consumação,
tudo deixo em testamento,
e quer aceites ou não,
aqui lavro o documento
e assino por minha mão.

Já que não podes ser meu,
mato este desejo ardente,
e o sol que me enlouqueceu
condeno a ser sol-poente...
neste coração demente
decreto que reine a calma,
só o tédio o atormente,
só poesia o alente,
só no sofrer ganhe a palma...
a culpada sou só eu
de tudo o que é meu ser teu,
todo o Sonho nesta mente,
todo o Clímax neste corpo,
todo o Inferno nesta alma.

Aspásia 98



(Imagens retiradas do Google Images.)


La Septième Cible
Vladimir Cosma

quarta-feira, 6 de junho de 2007

Per Amore
ZIZI POSSI

A ITALO-BRASILEIRA ZIZI POSSI, POUCO CONHECIDA POR CÁ... ENCANTOU-ME QUANDO A OUVI! TENHO 2 CDS DELA UM EM PORTUGUÊS/BRASILEIRO, OUTRO O PER AMORE EM ITALIANO E NAPOLITANO É UMA MARAVILHA... CHEGUEI A OUVI-LO EM NON-STOP DURANTE DIAS... ESTA INTERPRETAÇÃO NO YOUTUBE PARECE-ME LIGEIRAMENTE INFERIOR À QUALIDADE DO CD...


Eu conheço a tua estrada
Cada passo que darás
Os teus desejos calados e vazios
Pedras que afastarás
Sem jamais pensar que eu
Como uma rocha
Volto sempre para ti.


Eu conheço a tua respiração
Tudo o que tu não queres
Sabes bem que o que estás vivendo
Não é vida, mas não queres reconhecer
Só se o céu, este céu, em chamas
Desabasse sobre mim
Como um cenário caindo sobre um actor.

Por amor
Já fizeste alguma coisa
Apenas por amor?
Já desafiaste o vento e gritaste?
Já dividiste o próprio coração?
Já pagaste e apostaste várias vezes
Nessa mania
Que afinal continua sendo só minha ?

Por amor
Já correste até ficar sem fôlego?
Por amor, já te perdeste e te reencontraste?
E tens de me dizer agora
Quanto de ti colocaste nesta história
O quanto acreditaste nesta mentira
Só se um rio se levantasse dentro de mim
Como uma enchente
Como tinta da pena de um pintor

Por amor
Já esgotaste a tua razão?
O teu orgulho, até ao pranto?
Sabes, esta noite eu fico
Mesmo sem nenhum pretexto
Apenas esta mania
Que ainda é forte e minha
Dentro desta alma que dilaceras
E digo-te agora, com sinceridade
Quanto me custa não saber que és minha
É como se todo o mar
se afogasse em mim.

(Letra original: Mariella Nava)



terça-feira, 5 de junho de 2007

O QUE ME IMPORTA?

MARISA M. - PARA MIM, A MELHOR CANTORA BRASILEIRA DA ACTUALIDADE... ADRIANA C., ME DESCULPE, TAMBÉM ADORO VOCÊ!



O que me importa
seu carinho agora
Se é muito tarde
para amar você
O que me importa
se você me adora
Se já não há razão
para lhe querer
O que me importa
ver você sofrer assim
Se quando eu lhe quis
você nem mesmo soube
dar amor
O que me importa
ver você chorando
Se tantas vezes
eu chorei também
O que me importa
sua voz chamando
Se pra você jamais
eu fui alguém
O que me importa
essa tristeza em seu olhar
Se o meu olhar
tem mais tristezas
pra chorar
que o seu
O que me importa
ver você tão triste
Se triste fui
e você nem ligou
O que me importa
o seu carinho agora
Se para mim
a vida terminou...



sábado, 2 de junho de 2007

TAU TAU TUFAAAA!!! IUHUUUUUH!!!
ONDE TE METESTE???


Ó TAU TAU !!! MERECES-TE APLICADA A TI MESMA VÁRIAS VEZES!!! ENTÃO QUÉ FEITO DO PÁTIO DA CONVERSA ??? FOI CENSURADO??? ESTÁS NO LIMOEIRO??? ESTÁS NO INDEX??? OU VENDESTE OS DIREITOS DE AUTORA???
E LOGO AGORA QUE A TUA PRIMA TUFA TAU ME DEIXOU UM MEME E EU QUERIA INCLUIR O TEU BLOG!!!

Ó PEQUENA PELO MENOS DIZ AQUI QUE ESTÁS VIVA SENÃO A GENTE ATÉ SE ASSUSTA! OU ENTÃO ANDAS PASSEANDO NO PARQUE COM O LINDÃO DA PULSEIRA PRETA E ESQUECESTE-TE DE NOZES, TÁ BISTO!!!

ERA EU, ERA A TUFA TAU, ERA O BRAIN, A SONHADORA, A FUSER, A DELLA, O A.S., ETC.... FICOU TUDO A VER NAVIOS... VÁ LÁ... PELO MENOS MANDA UM SOS NUMA "MESSAGE IN A BOTTLE" !!! JÁ CHAMEI ATÉ OS POLICE, VÊS???

sexta-feira, 1 de junho de 2007