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sábado, 25 de abril de 2009

Defendamos
o Cravo de Abril !


Ó belo cravo de Abril,
querem fazer-te murchar.
Há para aí farsantes mil,
que só querem metal vil,
e a ti pretendem pisar.

Estes mandantes de agora,
sonegam a liberdade,
e andam pelo País fora
discursando a toda a hora,
mas não dizendo a verdade.

Foi há trinta e cinco anos
que nasceste entre canções.
Caíram por terra os planos
dos sequazes e tiranos
e abriram-se as prisões!

Eram tempos de alegria,
de dar as mãos e cantar
de pensar que a aleivosia,
a ganância e a cobardia
iam por fim terminar.

Mas que vemos hoje em dia?
Teus ideais espezinhados,
tristeza, melancolia,
desânimo e apatia,
nos pobres e desempregados.

Mas, cravo, não te amedrontes!
Ainda há, quem, sem temer,
por cidades, vilas, montes,
não esquece os horizontes
que tu abriste ao nascer!

Leonor 2009

domingo, 15 de março de 2009

Muitos Parabéns, Maria!



Seja dia de alegria,
ternura e doce calor!
Pois faz um ano a Maria,
pequena flor algarvia,
nascida em campo de amor!

Vivas sempre a fantasia
de muitos sonhos em flor!
Desta Lisboa, Maria,
recebe, neste teu dia,
um beijinho da Leonor!


Grande beijo para a Vovó Isabelita Sophiamar e abraços para toda a família!

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Ode de Gratidão ao Artista

Flor Fractal
Artistas eu conheci
que escreveram ou pintaram;
e, dos músicos que ouvi,
houve alguns que me “tocaram”,
a alma me dedilharam
e grande emoção senti.

Sim, que a alma é instrumento
e o mais belo de tocar...
E o Artista tem valimento,
se nos vai ao sentimento,
se com graça e com talento
nos faz rir... ou faz chorar...

Artista, que me fizeste
emudecer e vibrar:
pelo muito que me deste,
por este nó na garganta,
por essa Beleza tanta
que conseguiste expressar,

Artista, eu te agradeço
a frase, a nota ou o verso,
a pintura ou a canção;
o riso é vinho e é pão...
e as lágrimas não têm preço,
se na Beleza têm berço...
e dão vida à Ilusão.



Aspásia 05





P.S. - Já depois de publicada esta postagem, acabo de saber do falecimento de um grande Violinista, amigo de meu Pai, com quem muitas vezes tocou em dueto, ambos como frequentadores da Academia dos Amadores de Música.

Ramiro Simões era o seu nome, e durante anos foi visita aqui de casa aos Domingos, para ensaiar com meu Pai, a quem muito ensinou, pois este Amigo, bancário de profissão, possuía o Curso Superior de Violino. Por vezes tocava no Teatro Nacional em dueto com um pianista, aquando dos intervalos dos espectáculos, como em tempos era uso nos grandes teatros.

Conta ainda meu Pai, que aquando do incêndio do Teatro Nacional, onde o Sr. Ramiro tinha deixado um violino Stradivarius que na altura possuía, voltou atrás e arriscou a vida, conseguindo salvar o seu precioso instrumento.

Escrito em 2005 e dedicado a todos os Artistas em geral, este poema é hoje dedicado em particular à memória deste Amigo e Artista.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

NATAL
Na Tal Luz


Esse Natal de há dois mil anos etc. e tal,
só esse afinal foi o verdadeiro.
Não tanto talvez por ter sido o primeiro,
mas porque nessa noite é que num vulgar palheiro,
nascia um menino muito especial.

Só nesse Natal a noite foi tão fria.
Só nesse caía, densa, tanta neve.
Só nesse se ouvia um choro, ao de leve,
do menino com frio, num vagido breve,
enquanto sua jovem mãe em faixas o envolvia.

Só nesse Natal brilhou a grande estrela.
Quase se diria que era claro dia.
No Céu, brilhante, o astro que fulgia.
Na Terra, o branco manto que, suave, o reflectia.
Só nesse Natal a noite foi tão bela.

Só esse Natal foi mesmo de Jesus.
Depois, inventaram-se umas complicações,
muitas fitas, luzes, pinheiros e faisões,
enquanto mais meninos pobres nascem e, aos baldões,
todos os dias carregam uma cruz.

Afinal,
só acredito nesse Natal
de há dois mil anos etc. e tal.
Nestes "Natais" de agora, vendidos por catálogo,
e a pagar em suaves prestações,
nestes "Natais" de agora, não brancos, mas vermelhos
do sangue no asfalto aos borbotões...
Como é que pode estar Jesus nos corações?
Como é que pode ficar mais leve a nossa cruz?

Será que ainda voltará a haver Natais como aquele primeiro
Natal, sentido, vivido, brilhando Na Tal Luz?

Aspásia 04


sábado, 18 de outubro de 2008

Caminhando...



Caminhando pela Vida,
procurando ir mais além,
numa busca, numa lida,
vamos todos, mal ou bem.

Por vezes há desenganos
e há pedras no caminho...
Com o avançar dos anos,
vamos mais devagarinho.

Todos buscamos um Bem
chamado Felicidade
e nem sempre ele nos vem...

Mas diga-se, em verdade,
apesar disso, há alguém
que não sonhe a Eternidade?

Leonor 94