sábado, 25 de abril de 2009
Defendamos
o Cravo de Abril !
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domingo, 15 de março de 2009
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
Ode de Gratidão ao Artista

Artistas eu conheci
que escreveram ou pintaram;
e, dos músicos que ouvi,
houve alguns que me “tocaram”,
a alma me dedilharam
e grande emoção senti.
Sim, que a alma é instrumento
e o mais belo de tocar...
E o Artista tem valimento,
se nos vai ao sentimento,
se com graça e com talento
nos faz rir... ou faz chorar...
Artista, que me fizeste
emudecer e vibrar:
pelo muito que me deste,
por este nó na garganta,
por essa Beleza tanta
que conseguiste expressar,
Artista, eu te agradeço
a frase, a nota ou o verso,
a pintura ou a canção;
o riso é vinho e é pão...
e as lágrimas não têm preço,
se na Beleza têm berço...
e dão vida à Ilusão.
P.S. - Já depois de publicada esta postagem, acabo de saber do falecimento de um grande Violinista, amigo de meu Pai, com quem muitas vezes tocou em dueto, ambos como frequentadores da Academia dos Amadores de Música.
Ramiro Simões era o seu nome, e durante anos foi visita aqui de casa aos Domingos, para ensaiar com meu Pai, a quem muito ensinou, pois este Amigo, bancário de profissão, possuía o Curso Superior de Violino. Por vezes tocava no Teatro Nacional em dueto com um pianista, aquando dos intervalos dos espectáculos, como em tempos era uso nos grandes teatros.
Conta ainda meu Pai, que aquando do incêndio do Teatro Nacional, onde o Sr. Ramiro tinha deixado um violino Stradivarius que na altura possuía, voltou atrás e arriscou a vida, conseguindo salvar o seu precioso instrumento.
Escrito em 2005 e dedicado a todos os Artistas em geral, este poema é hoje dedicado em particular à memória deste Amigo e Artista.
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
NATAL
Na Tal Luz
Na Tal Luz

só esse afinal foi o verdadeiro.
Não tanto talvez por ter sido o primeiro,
mas porque nessa noite é que num vulgar palheiro,
nascia um menino muito especial.
Só nesse Natal a noite foi tão fria.
Só nesse caía, densa, tanta neve.
Só nesse se ouvia um choro, ao de leve,
do menino com frio, num vagido breve,
enquanto sua jovem mãe em faixas o envolvia.
Só nesse Natal brilhou a grande estrela.
Quase se diria que era claro dia.
No Céu, brilhante, o astro que fulgia.
Na Terra, o branco manto que, suave, o reflectia.
Só nesse Natal a noite foi tão bela.
Só esse Natal foi mesmo de Jesus.
Depois, inventaram-se umas complicações,
muitas fitas, luzes, pinheiros e faisões,
enquanto mais meninos pobres nascem e, aos baldões,
todos os dias carregam uma cruz.
Afinal,
só acredito nesse Natal
de há dois mil anos etc. e tal.
Nestes "Natais" de agora, vendidos por catálogo,
e a pagar em suaves prestações,
nestes "Natais" de agora, não brancos, mas vermelhos
do sangue no asfalto aos borbotões...
Como é que pode estar Jesus nos corações?
Como é que pode ficar mais leve a nossa cruz?
Será que ainda voltará a haver Natais como aquele primeiro
Natal, sentido, vivido, brilhando Na Tal Luz?
Aspásia 04
sábado, 18 de outubro de 2008
Caminhando...

procurando ir mais além,
numa busca, numa lida,
vamos todos, mal ou bem.
Por vezes há desenganos
e há pedras no caminho...
Com o avançar dos anos,
vamos mais devagarinho.
Todos buscamos um Bem
chamado Felicidade
e nem sempre ele nos vem...
Mas diga-se, em verdade,
apesar disso, há alguém
que não sonhe a Eternidade?
Leonor 94

