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terça-feira, 8 de julho de 2008

Ode à EXPO 98

O GIL O Gil

Foi há 10 anos... a EXPO 98, por esta altura, era o centro das atenções de Lisboa e do Mundo.
À época, eu ainda estava integrada na Portugal Telecom, onde foi organizado um concurso interno cujo tema era precisamente a Expo 98, em várias modalidades: Prosa, Poesia, Desenho, Artes Plásticas...
Concorri então com o poema que se segue - com alguma colaboração de meu Pai - e o qual obteve o 1º prémio em Poesia, que materialmente constava de um passe trimestral para a Expo e um Bipper (aquele aparelhinho onde ficava registado o telefone de quem nos bipava, para depois nós ligarmos de volta, lembram-se?)
Infelizmente não pude então gozar o passe mais do que uns dez dias, devido ao estado de saúde de minha Mãe, à altura.
Ainda assim, deu para visitar muita coisa... e, além das muitas fotos que tirei, também ficou como recordação do evento, o poema que hoje convosco compartilho, e que foi assinado com o pseudónimo “Gaivota”.


VELEIRO
ODE à EXPO 98

Lá p´ràs bandas do Oriente
desta Lisboa formosa,
foi trabalhar muita gente
empenhada e diligente,
em construção grandiosa.

Viu-se crescer dia a dia,
num ritmo vivo e afoito
- parece obra de magia,
vai ser um Mar de alegria,
a Expo 98!

Ó se pudessem voltar
Camões, o Gama, o Infante!
E com o Gil visitar
a exaltação do Mar
nesta obra de gigante.

Ó Expo, ó Expo,
futuro e passado
reúnes num só;
não ver-te é pecado
e passar-te ao lado
é de meter dó!

Cultura, tecnologia,
te sustentam, de mãos dadas;
fazes lembrar, hoje em dia,
com audácia e harmonia,
a glória de eras passadas.

Mostrarás, em profusão,
animais do mar profundo:
vem do Mar Negro o esturjão,
dos corais, o tubarão,
baleias, de todo o mundo!

Virão, de muitas nações,
gentes de várias culturas;
entre Sol, Mar, emoções,
pensarão, com mil razões,
voltar em férias futuras.

Ó Expo, ó Expo,
Tejo azul à vista!
Lisboa! Ó Cidade!
Deslumbra o turista,
qual tela de artista
em tons de saudade!

"Gaivota"


Leonor e Rui Nascimento
1998

CANÇÃO DO MAR - Instrumental

RÃO KYAO

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Trovas Soltas

AMIGAS/OS, este Poema já antiguinho vai servir de base para responder ao desafio que a PIN GENTE me deixou: escrever um texto em que entrem 12 palavras incontornáveis para cada um de nós... PIN GENTE, espero que compreendas e me desculpes a batota!




A Vida é luta infindável
que todos querem ganhar;
mas vencer é improvável,
por isso, é aconselhável
com perspicácia jogar.

Muitos houve que trilharam
caminhos de perdição;
outros que desesperaram,
corpo e alma destroçaram,
por obter libertação.

Tenho sede de Absoluto
e ânsia de Perfeição
Eu sou diamante em bruto
que sonha a cada minuto
na sua lapidação.

Se dizem que ele houve um Deus
que de Si me copiou,
rasgarei da noite os véus
e indagarei dos céus
se esse Ser me originou.

Se é loucura querer saber
e pecado querer amar,
pecadora quero ser
e, alienada, sofrer
escárnio da gente vulgar.

Procuro fazer crescer
o pouco que tive em sorte;
quero amar, rir e sofrer
− pois não é por não viver
que terei perdão da Morte.

Aspásia 98


segunda-feira, 8 de outubro de 2007

"TESTAMENTO"
* Dito pelo Amigo JFR *


CAROS AMIGOS/AS

ACABO DE TER A GRATA SURPRESA DE VER E PRINCIPALMENTE OUVIR!, O MEU POEMA "TESTAMENTO" DITO - E MUITO BEM! - PELO AMIGO JFR, QUE MUITO GENTILMENTE ME HAVIA PROPOSTO FAZÊ-LO. COMO TENHO ANDADO BASTANTE AFASTADA DESTAS LIDES, SÓ HOJE, E ALERTADA POR UMA QUERIDA E ATENTA AMIGA (OBRIGADA, MTC !), VI O MEU TRABALHO EXTREMAMENTE VALORIZADO POR ESTA LEITURA IMPRESSIONANTEMENTE EXPRESSIVA, PELA "ILUSTRAÇÃO" POR IMAGENS DE GRANDE FORÇA E BELEZA E A COLOCAÇÃO NO YOUTUBE, PELO JFR, A QUEM, MUITO COMOVIDAMENTE, AGRADEÇO E ABRAÇO! MUITO OBRIGADA, AMIGO, POR ESTA GRANDE ALEGRIA QUE ME DEU!

******************************
(Segue reprodução do Post do JFR no seu Abaixa-Voz)
******************************
Sábado, Agosto 18, 2007

Testamento - Poema de Aspásia
Um momento de poesia. Escrito - muito bem - por uma mulher: Aspásia. Lido por um homem. Eu.

Pode ouvir aqui:
http://www.youtube.com/watch?v=rjh4OcKaMiw

Posted by JFR at 12:54 AM

terça-feira, 31 de julho de 2007

Trova Medieval Feminista


Sou guerreira apaixonada,
Joana d´Arc doutras guerras,
de Amor é minha cruzada,
para mim é tudo ou nada,
quebrarei escudo e espada
por ter esse coração
que no castelo do peito
com tanto cuidado encerras.

És príncipe de olhos negros
recortados em veludo...
enredar-te em meus enredos,
partilhar os teus segredos,
para mim é nada ou tudo,
e é por causa dos teus medos
que te engano, que te iludo...

Vamos inverter a História,
pôr futuro no passado:
para mim a fama e glória,
serei a conquistadora,
serás tu o conquistado,
serei eu tua senhora,
tu meu escravo alforriado,
meus desejos, sem demora
atender, será teu fado...
- mas do fogo dos meus beijos
também ficarás marcado...

Princesas presas em torres
era o tema mais comum...
Hoje invertem-se os valores,
cavaleiros e senhores
de valor, não há nenhum...
com medo de sofrer dores,
paixões cegas, desamores,
de mulher apaixonada
fogem todos, um a um...


* * *

ASPÁSIA 98

domingo, 1 de julho de 2007

ANÚNCIO


Se quiseres dedicar
uma estrofe à namorada,
se quiseres (en)levar
a sogra, o primo, a criada…
não tens mais que encomendar:
sou poetisa encartada,
versifico qualquer tema,
faço trova, ode ou poema,
rimo por tudo e por nada.

Faço versos a granel,
ao litro, ao metro, ao quilate,
ternos bolinhos de mel,
bravos galos de combate
Numa folha de papel,
escrevo tese ou disparate,
em letrinhas de hidromel,
de cicuta ou erva-mate…

Peço a Lili p´ró Manel,
trato divórcio ou engate,
do velho faço donzel,
fel transformo em chocolate…
Da choupana faço hotel;
do albardeiro, alfaiate;
o tolo armo em bacharel,
o recruta em coronel,
e ao Rei… dou Xeque-mate.

(Tenho encomendas a rodos,
não posso fazer mais nada…
Poetas querem ser todos
que é casta mui ilustrada…
E lá lhes mostro bons modos,
vou aumentando a mesada,
à custa destes engodos
de "poesia alugada"…)

Amigo, amiga, não esperes,
deixa o teu nome e morada,
irei ter onde estiveres,
com a caneta afiada…
Se dinheiro não tiveres,
aceito a alma empenhada,
se os versos não entenderes,
faço versão ilustrada…
Ponho em verso o que quiseres,
cativo homens e mulheres,
arranjo empregos, mesteres,…
e não pagas quase nada!...

(Aspásia 98)


P.S. - Este "anúncio" foi "posto" numa altura em que andava com mais tempo... infelizmente, de momento não posso receber encomendas, amigos! Para compensar, de vez em quando tento comentar em verso nos vossos blogs ou aqui...

terça-feira, 26 de junho de 2007

POEMA ESCRITO
EM VÃO



ESTE POEMA É ESCRITO EM VÃO.
NÃO TRANSMITE TESE,
NÃO FAZ EXEGESE,
NÃO DÁ CATEQUESE,
NÃO DIZ SIM NEM NÃO.

ESTE POEMA É ESCRITO EM VÃO.
NÃO QUER SER SINCERO,
NÃO TRAZ DESESPERO,
FOI FRUTO DO MERO
VAGUEAR DA MÃO.

ESTE POEMA É ESCRITO EM VÃO.
NÃO É VERDADEIRO,
NÃO É CORPO INTEIRO,
SAIU DO TINTEIRO
SEM QUALQUER RAZÃO.

ESTE POEMA É ESCRITO EM VÃO.
NÃO PRETENDE OBTER
DAQUELE QUE O LER,
APLAUSO, OU SEQUER
LEVE APROVAÇÃO.

ESTE POEMA É ESCRITO EM VÃO.
NÃO SENTE CALOR,
NÃO GRITA DE DOR,
NÃO MORRE DE AMOR,
NÃO VIVE EM PAIXÃO.

ESTE POEMA É ESCRITO EM VÃO.
NUNCA TEVE NORTE,
NEM AZAR, NEM SORTE…
E VAI PARA A MORTE
SEM PEDIR PERDÃO.

***
Aspásia 98

segunda-feira, 11 de junho de 2007

TESTAMENTO

(Em especial para os mais recentes amigos/as, republico este Post. O poema foi escrito em 1998.)



Quis tanto que fosses meu,
quis ter-te de corpo e alma,
mas todo esse querer morreu,
e agora, que morro eu,
tudo te deixo em herança,
toda a fúria e toda a calma,
toda a dor e toda a esperança...
sim, tudo o que é meu é teu.

Toda a troça, todo o credo,
todo o mel deste segredo,
todo o fel deste degredo,
todo o Inferno, todo o Céu.
Toda Vénus, todo Marte,
toda a Ciência e toda a Arte,
toda a luz e todo o breu...
sim, tudo o que é meu é teu.

As canções, as gargalhadas,
as tropelias, as farsas,
o teatro e as mascaradas,
os vilões e as desgraçadas,
as ceifas, as desfolhadas,
os fados e as desgarradas,
os elefantes e as garças,
as madressilvas e as sarças,
as noites e as madrugadas...

Explosões de supernovas,
folhas caídas no chão,
cantigas, odes e trovas,
hinos de libertação,
alegrias e más novas,
grandes e pequenas provas
em tempos de provação,
sim, tudo o que é meu é teu
que eu já nada quero, não.

Beethoven, Mozart, Chopin,
Vivaldi, Brahms, Débussy,
Fauré, Falla e Albeniz,
Verdi, Lizst e Couperin,
Mahler, Rossini, Berlioz,
Tschaikovsky, Schubert, Ravel,
Gershwin, Bernstein e Gardel,
valsas tristes, sinfonias,
rapsódias, polcas e tangos,
salmos, missas, litanias,
quartetos, polifonias,
nocturnos e fantasias,
sambas, batuques, fandangos,
sons e luzes da ribalta
teus dias inundarão,
que aos meus já não fazem falta,
eu já não sinto emoção.

Vicente, Camões, Pessoa,
Camilo, Eça, Aquilino,
Torga e António Vieira,
Régio, Florbela e o Sadino,
Cesário, Eugénio de Andrade,
Vergílio e Saramago...
Rostand, Verlaine, Rimbaud,
Voltaire e Victor Hugo,
Schweitzer, Saint-Exupéry,
Teresa de Calcutá,
Pierre e Maria Curie,
Pasteur, Abel Salazar,
e Agostinho da Silva,
(homem de filosofar),
Galileu, Newton, Einstein,
Stephen Hawking, Carl Sagan,
Freud e Pierre Coubertin,
Dali, Picasso, Gaudí,
Miguel Ângelo e El Greco,
Da Vinci e Umberto Eco,
William Shakespeare, Oscar Wilde,
Cervantes e Rosalía
e Federico García,
Neruda e Jorge Amado...
Visconti, Disney, Charlot,
Bergman, Tati e Truffaut,
e mais outros que à lembrança
me ficaram por chegar,
todos te deixo em herança,
todos te quero legar.

Trovas, odes, salmos, cantos,
sagas de cavalaria,
crónicas, sonetos, prantos,
romances em poesia...
Quadros de uma exposição,
cores quentes, cores frias,
pedra afeiçoada à mão
durante mais de mil dias...
Mas de toda a condição
e toda a variedade
de artes e sabedorias,
maior é um coração
que, apesar da adversidade,
dá amor todos os dias.

Correrias de crianças,
gemidos de moribundos,
tempestades e bonanças,
batalhas e alianças,
átomos, homens e mundos.
Dez lágrimas de vestal,
cem notas de partitura,
mil pedras de catedral,
dez mil sedes de água pura,
todo o mal e toda a cura
e um coração de cristal.

Toadas de carrilhão,
caravelas afundadas,
esmolas na palma da mão,
prostitutas maquilhadas,
a navalha do ladrão,
uma cama de cartão,
quase-tudos, quase-nadas.
Chuvas quentes, tropicais,
neves, granizos, geadas,
desertos e pantanais,
demónios, espectros e fadas.
A cor nos olhos do cego,
a voz na boca do mudo,
sorrisos por quase nada,
lágrimas por quase tudo.

Lábios frescos de morangos,
corpos nus em bacanais,
luxúrias, gulas, orgias,
sete pecados mortais,
maus-olhados, bruxarias,
paraísos infernais,
purgatórios, agonias,
vielas e mourarias,
becos tristes, irreais,
onde os dias não são dias,
nunca se dorme ou descansa
e o espectro da Morte dança,
fixando órbitas vazias
nos olhos de uma criança,
tudo te deixo em herança,
incluindo as mais-valias.

Estilhaços de encantamento
perdidos na confusão
dos dias de sofrimento,
das horas de maldição...
Retalhos de um sentimento
que escorre do coração,
que é sangue e grito e lamento,
mas faz bela a solidão...
Centelhas de desespero
e auto-destruição
por ver que um amor sincero
morre sem consumação,
tudo deixo em testamento,
e quer aceites ou não,
aqui lavro o documento
e assino por minha mão.

Já que não podes ser meu,
mato este desejo ardente,
e o sol que me enlouqueceu
condeno a ser sol-poente...
neste coração demente
decreto que reine a calma,
só o tédio o atormente,
só poesia o alente,
só no sofrer ganhe a palma...
a culpada sou só eu
de tudo o que é meu ser teu,
todo o Sonho nesta mente,
todo o Clímax neste corpo,
todo o Inferno nesta alma.

Aspásia 98



(Imagens retiradas do Google Images.)


La Septième Cible
Vladimir Cosma

quinta-feira, 23 de novembro de 2006

Trovas Soltas



A Vida é luta infindável
que todos querem ganhar;
mas vencer é improvável,
por isso, é aconselhável
com perspicácia jogar.

Muitos houve que trilharam
caminhos de perdição;
outros que desesperaram,
corpo e alma destroçaram,
por obter libertação.

Tenho sede de Absoluto
e ânsia de Perfeição…
Eu sou diamante em bruto
que sonha a cada minuto
na sua lapidação.

Se dizem que ele houve um Deus
que de Si me copiou,
rasgarei da noite os véus
e indagarei dos céus
se esse Ser me originou.

Se é loucura querer saber
e pecado querer amar,
pecadora quero ser
e, alienada, sofrer
escárnio da gente vulgar.

Procuro fazer crescer
o pouco que tive em sorte;
quero amar, rir e sofrer
− pois não é por não viver
que terei perdão da Morte.

Aspásia 98

segunda-feira, 10 de abril de 2006

Poema da Desarrumação

Passo o tempo a fazer "versos"
e quadras de pé-quebrado...
no chão há papéis dispersos,
está tudo desarrumado.

Esta casa é um virote
de papelada e poeira...
mas eu só penso no mote
para nova versalheira.

Amigos, não vos convido
para virem cá a casa...
isto está tudo obstruído,
parece a faixa de Gaza.

No dia em que, finalmente,
me deixar de poesias,
prometo, solenemente,
tornar-me mulher-a-dias!!!
Aspásia 98
Imagem retirada da Net

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2006

Neste Carnaval, mascaro-me de Princesa Medieval Feminista...

* * *
Então, como estamos no Carnaval, cá estou ataviada com o meu fatinho de Princesa Feminista… não fujam… vou cantar-vos uma já muito antiga

Pequena Trova Medieval Feminista

Sou guerreira apaixonada,
Joana d´Arc doutras guerras,
de Amor é minha cruzada,
para mim é tudo ou nada,
quebrarei escudo e espada
por ter esse coração
que no castelo do peito
com tanto cuidado encerras.

És príncipe de olhos negros
recortados em veludo...
enredar-te em meus enredos,
partilhar os teus segredos,
para mim é nada ou tudo,
e é por causa dos teus medos
que te engano, que te iludo...

Vamos inverter a História,
pôr futuro no passado:
para mim a fama e glória,
serei a conquistadora,
serás tu o conquistado,
serei eu tua senhora,
tu meu escravo alforriado,
meus desejos, sem demora
atender, será teu fado...
- mas do fogo dos meus beijos
também ficarás marcado...

Princesas presas em torres
era o tema mais comum...
Hoje invertem-se os valores,
cavaleiros e senhores
de valor, não há nenhum...
com medo de sofrer dores,
paixões cegas, desamores,
de mulher apaixonada
fogem todos, um a um...
* * *
L.N. 98

domingo, 19 de fevereiro de 2006

Poema Escrito em Vão


ESTE POEMA É ESCRITO EM VÃO.
NÃO TRANSMITE TESE,
NÃO FAZ EXEGESE,
NÃO DÁ CATEQUESE,
NÃO DIZ SIM NEM NÃO.

ESTE POEMA É ESCRITO EM VÃO.
NÃO QUER SER SINCERO,
NÃO TRAZ DESESPERO,
FOI FRUTO DO MERO
VAGUEAR DA MÃO.

ESTE POEMA É ESCRITO EM VÃO.
NÃO É VERDADEIRO,
NÃO É CORPO INTEIRO,
SAIU DO TINTEIRO
SEM QUALQUER RAZÃO.

ESTE POEMA É ESCRITO EM VÃO.
NÃO PRETENDE OBTER
DAQUELE QUE O LER,
APLAUSO, OU SEQUER
LEVE APROVAÇÃO.

ESTE POEMA É ESCRITO EM VÃO.
NÃO SENTE CALOR,
NÃO GRITA DE DOR,
NÃO MORRE DE AMOR,
NÃO VIVE EM PAIXÃO.

ESTE POEMA É ESCRITO EM VÃO.
NUNCA TEVE NORTE,
NEM AZAR, NEM SORTE…
E VAI PARA A MORTE
SEM PEDIR PERDÃO.
***
L.N. 98